O suicídio ainda é um tabu, um assunto sério e verdadeiro mas que, no geral, a sociedade ainda tem receio de falar. Causa espanto, medo e a maioria das pessoas não sabe como lidar com essa questão. Como agir diante de uma família que perdeu um ente querido? Teria sido possível evitar? Quais foram os motivos? “…Mas ele parecia tão bem”. Essas são dúvidas e questionamento que surgem e, por isso, é fundamental compreender melhor sobre este tema e falar mais a abertamente sobre o que envolve esta dificuldade. Afinal, o suicídio é uma triste realidade e um problema de saúde pública.

 

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, uma morte a cada 40 segundos no mundo, é por conta de suicídio. A OMS reconheceu que o suicídio e as tentativas de suicídio devem ser tratados como prioridade na agenda global de saúde e tem incentivado os países a se planejarem e reforçarem as estratégias de prevenção. No entanto, poucos países incluíram a prevenção ao suicídio entre suas prioridades de saúde. Daí, a importância de abrir o diálogo com a sociedade sobre o tema.

Vamos quebrar o tabu e ter uma conversa franca sobre o suicídio?

É possível traçar um perfil?

Embora os transtornos mentais e os distúrbios suicidas possam estar relacionados, não é apenas a depressão, esquizofrenia e abuso de álcool e drogas que podem levar ao suicídio. Eles podem acontecer de forma impulsiva e em momentos de crise como, por exemplo, estresse, problemas financeiros, dores crônicas ou rupturas bruscas em relacionamentos. Estes são os exemplos mais comuns. Além disso, as taxas são altas em grupos que sofrem com preconceito e discriminação como gays, bissexuais, lésbicas, refugiados, imigrantes e pessoas privadas de liberdade.

 

Como explicar a desesperança?

A desesperança é a crença em um futuro sem perspectivas e pode estar associada à intenção e ao pensamento suicida. A pessoa com desesperança passa a perder a motivação pela vida e tende a achar que não existem soluções alcançáveis para os seus problemas. Se sente como um peso para a família e o desejo de viver está arruinado. Com estes pensamentos cada vez mais latentes, o indivíduo subestima as suas potencialidades e não consegue enxergar outra saída para o fim dos seus problemas.

 

Como a terapia cognitiva comportamental pode ajudar no manejo da desesperança?

Através da terapia cognitiva comportamental, se busca a solução de problemas, o desenvolvimento de processos conscientes e adaptativos de perspectiva, como o pensamento racional. As técnicas e estratégias utilizadas na TCC, procuram modificar a construção da intenção suicida e incentivar pensamentos que estimulem a esperança para o futuro. A TCC preza pelo respeito, empatia, atenção e cordialidade de todos os pacientes. Ela visa identificar os problemas atuais e agir de forma preventiva mediante às situações que provocam aflição no paciente para reestruturar o comportamento, humor e pensamento.

 

Suicídio é um assunto sério que merece a atenção de todos nós. Por isso, se tiver alguma dúvida ou comentário, não deixe de compartilhar por aqui, combinado?

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